22 setembro 2008

Vazios bebiveis

Ela julgava não existir para além da porta fechada. Invisível e vazia, resumida em historias do caos ilustradas em risos e conversas altas. Matava a sua sede num copo sem poesia. Desenhava na madrugada a doença do desejo. E assim… ela bebeu o juízo. E numa dança ressacada de gelos e desejos ela ofertou a pele como um verbo a ser conjugado no presente. E ele conjugou.

No agora, ele fez dela sua. Desconhecida, densa e totalmente provisória. Incendiaram no líquido em conjunto… tomaram-se até o último gole. Banharam-se de silêncios e gemidos. Num ritual urgente devoraram a liberdade até ao suspiro final. Horas depois, do céu desmanchava-se uma chuva lenta, ainda existiam ela, ele, a garrafa por terminar e a fumaça do cigarro.

Perderam o privilégio de serem estranhos.

P.S. Em tempos alguém me falou que amizade e sexo não é utopia… Confirma-se a verdade.

P.S.1. Acabou-se o Martini.
E...tou tonta...ups...


8 comentários:

•.¸¸.ஐBruneLLa Wyvern disse...

Sempre muito bom texto, Avid!
Adorei encontrá-la... Fez bem ao meu final de semana!

beijos e borboleteios!

Anónimo disse...

Molhados em cheiro a terra,faremos um dia fragrâncias de sexo para que leve comigo aonde for...textos que me fazem perguntar se serei normal de tanto amar a copula.bjs.compta

GUILHERME PIÃO disse...

Lindas palavras.
Como é bonito o amor.
Abraços

delusions disse...

fantástico e cru como pode ser a realidade.



Bjinho*
Sofia

Anónimo disse...

Só falta dares nomes aos bois!

david santos disse...

É amor. É lindo. É trabalho de Avid. Tem todos os predicados.
Parabéns.
David Santos

0.04 disse...

as minhas utopias dessas duram sempre menos do que queria.

será que certas mulheres confundem amizade com namoro?

Daniella Paula disse...

Você é incrivelmente FORTE na sua maneira de se expressar!!!!!

Belezas de nus....

Cheiros!