03 fevereiro 2009

Excessos

Entrei no explorer mal parado na Eduardo Mondlane, em frente a igreja faltavam poucos minutos para o meio dia. Ele fumava nervosamente um cigarro que foi de imediato atirado para o lado de fora da janela. Sorriu-me e pôs o carro em andamento enquanto eu me ajeitava na banco de passageiros. Deixei a carteira aos meus pés e me aproximei para dar-lhe um beijo no rosto. Conversávamos animadamente enquanto eu atrevidamente lhe passava as mãos pelas jeans. Ele tentava concentrar-se no intenso movimento a aquela hora enquanto eu tentava reconhecer-lhe a pele com as mãos. A barba bem feita. O cheiro masculino misturado ao cigarro. As mãos ligeiramente transpiradas.

O facto de ele não conhecer muito bem os becos da cidade tornava divertida a nossa busca por um hotel que fosse discreto. Ambos casados e em plena luz do dia tornava complicado a tarefa. Eu ria-me dos seus gestos atrapalhados pelo tesão controlado e a enorme vontade de não me decepcionar. Isso foi uma das coisas que sempre me atraiu nele. O facto dele me por sempre em primeiro lugar. Primeiro o meu sorriso e só depois o dele. Primeiro os meus desejos e só depois os dele.
A odisseia continuou por mais de meia hora enquanto o GPS do carro com aquela voz sexy lhe indicava os hotéis da cidade “turn left, turn right”

Numa última tentativa desesperada entramos apressados no 2001. Primeiro ele e depois eu. Mal entrei no quarto e ele me beijou desesperadamente a boca deixando-me quase sem respiração possivel. Largou-me e foi até a janela terminar o cigarro. Atirei-me na cama enquanto me ria nervosa das peripécias que tínhamos passado para chegarmos a aquele momento tão esperado. Adorava ouvir a respiração dele se acelerando e o português se tornando ainda mais mal falado sendo sistematicamente substituído pelo inglês.
De imediato ele se ajoelhou aos pés da cama e me arrancou as calças apertadas que me prendiam o desejo. Despi-me as pressas perante o seu olhar excitado enquanto ele me pegava pelas pernas e me empurrava até ele. Minhas coxas se abriam na frente dele e ele me tirou a calcinha vermelha no mesmo instante. Eu ainda tentava argumentar para que ele se despisse também mas ele nem me ouvia e como um doido mergulhou no meu sexo húmido de desejo.

Eu sentia a sua boca se embriagar do meu liquido enquanto que eu me desprendia do corpo e gemia como louca aguardando o primeiro orgasmo que chegava quase sem avisar. Por mais que eu tentasse afasta-lo ele não desprendia a língua do meu clitóris e me lambia como um bicho faminto. Eu, qual presa fácil estava completamente a mercê de um fogo que queimava até as entranhas. Gritei como doida perante o descompasso do meu coração acelerado. O tempo parou. Agarrei-me as almofadas e prendi o grito. Vim-me com toda a essência feminina que uma mulher consegue ser. Completa.

Nos instantes seguintes tentei respirar. A pele misturava cios e suores. Foi quase impossível pois ele mandou que eu me virasse de quatro e começou a beijar-me as nádegas que ele mesmo abriu com as mãos. Senti a sua língua no meu cuzinho e ele ia lambendo devagar. Num gesto sem delicadeza senti meter a língua no meu cuzinho e penetrar-me com ela. Meu corpo se perdia em espasmos e me atirei na cama sem aguentar manter os joelhos de quatro. Deitada ele apenas me mandou abrir as nádegas o mais que eu conseguia. Ele não parava de me lamber. De uma ponta a outra. Eu continuava ofegante enquanto ele fazia um banquete com o meu corpo. A excitação dominava o meu corpo e eu implorava que ele parasse ou não iria aguentar muito mais até explodir novamente. Aquela atenção toda na parte específica do meu corpo era uma coisa nova para mim. Ele possuia-me somente com a alma e com a boca. Sentia que estávamos numa dimensão diferente, juntos e completamente entregues a loucura daquele pecado agri doce.

O ar transbordava sexo. O suor pingava na pele. Os meus gemidos denunciavam que eu estava perante mais um orgasmo. Seguiu-se de imediato outro maior que o que acabava de acontecer. A multiplicidade de torrentes de prazer se coloriam perante o meu corpo quase desfalecido. Eu mal conseguia pronunciar uma palavra que fosse no momento em que ele se deitou ao meu lado e, enquanto sorria da forma mais diabólica possível me anunciava que a nossa tarde repleta das mais impuras das orgias estava apenas a começar...

13 comentários:

Palma da Mão disse...

Bem, só me resta dizer uma coisa linda, que arrepio tão bom, mas ele não vem hoje, vou pensar que será amanhã...depois ou depois, até um dia deixar cair o meu e não conseguir reparar...
Beijos

DESIRE disse...

Hummmmm até fiquei com calores!
Beijos prometidos

Anónimo disse...

Caneca mulher, assim dás cabe de mim!

Pekenina disse...

Isto não é texto que se leia a esta hora!! Ehehehe
Acho que vou relê-lo outra vez (e apreciar mais ainda os detalhes) mais daqui a bocado ;)

Beijo

Anónimo disse...

ahhhhh i remember as if it was yesterday....what i would do to relive those moments with you...

big fat wet kiss on your you know where....

L.S. Alves disse...

De volta a ativa. Fazia tempo que eu não te lia assim.
Beijos moça.

david santos disse...

Olá, Diva!
Este teu trabalho só pode ter um nome: BRILLANTE!!!!!!!
Parabéns.

Tana disse...

N podemos comentar o de cima? :P

Desde ja ...grande imagem!!! :)

Passa no meu novo com uns trabalhos agr : http://planeta-tanisa.blogspot.com/


BEIJAOOOOOOOOO*

Saltos Altos Vermelhos disse...

aqui está melhor que no post de cima !!! hehehehehe

SuNshyne disse...

Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Gente! Que posto mais caliente!
A-D-O-R-E-I!

ลndreia disse...

Grande inicio de tarde! *

Anónimo disse...

everytime i read it i want you even more.....

ps: we never did finish what we started...heheheh

bjos sexy....ainda ti adoro !!!
J

LAGartista disse...

OHH YEAHH!!!... Isto é que é escrever. he he he
Dá-lhe