22 janeiro 2010

Alforria

Não gosto de imposições
Nem de teorias
Nem de bajulações

Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões

Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias

Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto

Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua

Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões

E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...

Irene Cordeiro Pereira


10 comentários:

Loulou de Lyon disse...

Também não gosto de bajulações. E quintal não tenho. Só varandinha. Mas dá para o gasto.

Pearl disse...

Precisava de uma auto análise do género...

:o)))***

Dois Rios disse...

Também não gosto.

Também gosto.

O quintal, simbolicamente faltando, é a minha liberdade.

Beijo,
Inês

Nilson Barcelli disse...

Bela escolha, querida amiga.
Bom fim de semana.
Beijos.

Palma da Mão disse...

Li cantando miga e deixa-me que te diga, simplesmente o máximo mesmo:)
Amei!
E amei mais ainda o novo visual, ficou lindo:)
Beijinhos

A.S. disse...

Um belo poema! Um poema que te revela como uma mulher sensual e determinada, sensível e sobretudo olhando a vida pelo se lado mais correcto e positivo!!!


Deixo-te o Meu beijo!
AL

Dois Rios disse...

Oops! Errei na digitação...

O certo é:

"O quintal, simbolicamente falando, é a minha liberdade."

Beijos,
Inês

Kapikua disse...

Eu tb não gosto muito de gaiolas mas, às vezes lá tem que ser mais uma para desanuviar :)

Beijo

Salve Jorge disse...

E eu gosto do teu castelo
Certamente o mais belo
Tão singelo
Vê-lo
Em pêlo
Fruto do zelo
De seres tanta arte
Em cada parte
Por isso tão fácil amar-te
Do último fio de cabelo
Ao grelo
Desalinha
Rainha...

O2 disse...

Lindo o poema, n conhecia, tkx!