08 novembro 2006

13º Acto II




A cada momento que se seguia eu sentia o medo a evaporar-se juntamente com as peças de roupa daquela estranha que iam caindo ao chão deixando-me apreciar pela primeira vez sem nenhum tipo de pudor o corpo daquela bela mulher que se perdia num bailado completamente erótico convidando-me apenas com o olhar a partilhar com ela a mesma melodia do prazer. Senti de imediato o meu corpo reagir positivamente a aquele delicioso estimulo visual e comecei então naquele mesmo instante a perceber que nada mais me restava a não ser seguir em frente e descobrir até onde os meus desejos me iriam levar.

Olhei nos olhos do escorpião que nos observava em silêncio e sem palavras necessárias pedi autorização para tocar no presente que ele me oferecia, percebi de imediato que a autorização me tinha sido concedida. Confesso que não sabia muito bem por onde começar por isso deixei que ela me indicasse o caminho que queria que seguíssemos juntas. Seguindo o mesmo ritmo que ela comecei a libertar-me das sandálias de salto alto douradas que me sufocavam os pés e quando me preparava para tirar o cinto das calças, a convidada mistério sorriu para mim e se ajoelhou para desapertar-me ela o cinto. O toque das suas mãos era suave como a noite que começava a aparecer e nos espreitava curiosa pela janela. Poucos segundos depois senti as calças caírem no chão e enquanto ela se levantava me acariciava as coxas arrepiadas, subindo as mãos pelo meu rabo e costas indo parar aos botões da blusa que ela abria um a um muito delicadamente e sempre com um sorriso enigmático nos lábios.
Não me atrevia a toca-la pois parecia um sonho proibido qual pecado que eu apenas era espectadora. Foi ai que o escorpião percebendo o meu receio se levantou e veio até nós, por momentos pensei que ele viesse partilhar connosco aquele momento mas ele apenas me tocou levemente a face e me deu um beijo suave como uma brisa nos lábios e afastando o meu cabelo se aproximou arrepiando o meu pescoço e disse baixinho ao meu ouvido, quase sussurrando: “ O momento é teu Diva... estas pronta!” e num segundo beijo mais rápido que o primeiro se afastou de nós em direcção ao bar, serviu-se de algo que não consegui reparar bem o que era e voltou a senta-se no mesmo lugar donde se tinha levantado. Pelo tom de voz percebi que ele estava completamente excitado o que me deixou ainda mais certa de que era exactamente aquilo que eu queria.

Deitei-me nua na enorme cama que estava a minha frente e me deixei estar, ela se sentou ao lado de mim e muito carinhosamente me beijou, nunca na vida eu tinha encostado tão intimamente os lábios de uma mulher. Eram suaves e o gosto de batom de cereja davam o toque final naquele momento tão feminino. Continuou a beijar-me de forma mais atrevida e num impulso segurei o rosto dela enquanto introduzia a minha língua na sua boca, beijamos-nos imensamente dispostas a continuar o que acabava de começar, mais atrevidas, mais gulosas, mais excitadas.

O beijo continuou até ela decidir que me deixava a boca vazia e partia em busca do meu corpo, assim seguiu em frente beijando-me o pescoço e descendo pelos meus seios que se empinavam querendo serem abocanhados por tão delicada boca. Pelos seus movimentos percebi que aquela mulher sabia exactamente o que fazia, ela não exitava no que queria, perseguia o prazer e me levava com ela. Alternava os beijos com deliciosas lambidas em ambos os seios, enquanto massajava suavemente os mamilos com a ponta do polegar me fazendo gemer de tanto desejo. Meu interior se molhava ainda mais e eu tremia como se estivesse febril, era incrível como aquela estranha sabia exactamente como me fazer vibrar e pedir por mais. Percebi que mesmo estando com uma mulher a minha busca pelo prazer continuava a mesma e não me sentia cómoda estando apenas a ser espectadora do prazer e me posicionei exactamente como gosto. Tomei as rédeas do jogo sob o sorriso cúmplice do escorpião. Abri as pernas e me sentei em cima dela sugando-lhe a boca gulosamente enquanto lhe apertava com forca os seios pequenos e delicados que cabiam inteiros na palma da minha mão.
Desci a língua pelo seu ventre e senti-a contorcer arrepiada enquanto me apertava os cabelos gemendo quase em silêncio, gostei de sentir aquela reacção e entreabri-lhe as pernas beijando-lhe as virilhas com muito carinho e olhando a sua gruta do amor completamente molhada de tesão. Ela facilitou-me a tarefa abrindo o mais que pode as pernas e mostrando-me por completo aquele show de erotismo que me punha completamente louca. Naquele instante apetecia-me convidar ao escorpião para partilhar-mos juntos aquele banquete mas o egoísmo foi maior e me servi sozinha perante o seu olhar profundo e indecifrável.

Saboreei aquele mel de sabor completamente novo para mim e lambia por dentro dela com o maior prazer que pude enquanto ela se esfregava inteira lambuzando a minha boca daquele suco delicioso. Esfreguei-lhe o clitóris com a minha língua atrevida e a senti gritar de prazer, não estranhei pois comigo acontecia o mesmo, sentia escorrer de mim o mesmo mel adocicado que transbordava dela e me posicionei de forma a permitir que ela também me saboreasse inteira. Num sessenta e nove perfeito nos entregamos a aquele bolero de corpos que fazia sintonia com o som que vinha da aparelhagem.

Não demorei muito para me vir explosivamente na boca dela de forma completamente alucinada enchndo-le a boca do meu gosto enquanto ela teimosa continuava com os dedos dentro de mim metendo e tirando ritmando com os meus que faziam o mesmo dentro dela. Momentos depois um outro orgasmo maior que o primeiro se apoderou de mim me fazendo contorcer egoísta por cima daquele corpo tão delicado e quente que me acolhia tão fogosamente, tal prazer se fez sentir também na convidada desconhecida que me enchia a boca com seu suco cheio dela e do seu orgasmo calmo e continuo que a fez arranhar-me sem piedade as minhas coxas que a cobriam a cara.
Exaustas e completas nos beijamos provocantes enquanto mal nos lembrávamos do escorpião que assistia ao espectáculo pronto para se deixar convidar... por mim.
Continuo vida?!?...

1 comentário:

Crónica disse...

Morri de inveja da tua experiencia...
há uns anos q ando c essa fantasia na cabeça louca de vontade de experimentar... mas ainda não consegui
e como sou ambiciosa na busca do prazer... qm sabe não chegue a teus pés...
Jinhu Crónico