31 janeiro 2007

Crazy


Já passavam das sete da noite quando o Escorpião me ligou, retornando a uma serie de chamadas não atendidas. Estranhei o silêncio dele, faziam dois dias que não nos falavamos. Ansiosa, atendi o celular e numa breve conversa ele me explicou os motivos do silêncio. Percebi de imediato que a sua vontade por mim não era grande coisa mas prometeu que antes de ir para casa passaria a ver-me, afinal desde que eu tinha chegado a capital não nos tínhamos encontrado. O combinado foi que daríamos apenas um passeio para matar as saudades e ele me levaria de volta a casa em pouco mais de meia hora, pois andava exausto e com pouca vontade de estar na rua até tarde.

O relógio marcava pouco mais que 20h quando ele me disse que descesse pois estava a espera de mim em baixo do prédio. Não levei absolutamente nada comigo porque sabia que não ia demorar, dei um jeito no cabelo e desci exatamente como estava em casa, de chinelas e não levei o celular, nem a carteira, sabia que tinha pouco tempo com ele e não queria que nada estragasse o momento que viria.

Encontrei-o esperando por mim no carro e o cumprimentei com um sorriso enorme no rosto que eu não fazia questão nenhuma de esconder. Embora parecesse cansado reparei que ele também se animava com a minha presença. Ele segurou-me a mão e pôs o carro em andamento, ele conversava comigo e eu me aninhei a ele brincando com os botões da camisa dele... era inevitável sentir o cheiro daquele homem que estava a meu lado, um cheiro que se avivou na minha memória e embora não o sentisse a mais de três meses era como fechar os olhos e imaginar os outros momentos passados juntos.

Beijei-lhe o pescoço e passei a língua suavemente pela sua orelha fazendo com que ele soltasse um palavrão pedindo para que eu me comportasse ou ele não conseguiria conduzir. Disse-lhe que não tinha intenção nenhuma de parar e que estava apenas a começar, pois a culpa era dele de eu me encontrar morta de saudades.

Encostei-me ao meu lugar e entreabri as pernas e peguei na mão dele e a coloquei na minha perna dizendo que não ia fazer mais nada, como o conheço bem sabia que ele não agüentaria ter a mão sossegada e assim foi...

Ele meteu mão de imediato entre as minhas pernas e eu o ajudei indicando o caminho que eu queria que ele seguisse. Senti a mão dele escorregar por dentro da minha calcinha e tocar no centro da minha feminilidade. Gemi de prazer e pedi que não parasse enquanto eu me contorcia tendo a mão dele em mim. Tirei os seus dedos molhados e chupei-os um a um, sabiam a mim, sabiam a desejo ansiado. Num impulso abri-lhe o zípe das calças e apreciei o seu sexo duro de tesão, acariciei-o com a mão enquanto lhe beijava o pescoço, Ele instintivamente me apertou os cabelos e me fez olhar para ele “chupa-o” disse. E me obrigou a inclinar a cabeça para debaixo do volante, não me fiz rogada e obedeci com prazer. Peguei com calma o seu membro duro e coloquei na boca fazendo com que ele gemesse bem alto.
Em movimentos lentos o aconcheguei na minha boca até o mais que consegui, dava-me prazer tê-lo na minha boca e chupei deliciosamente como me apetecia, primeiro lentamente e depois com mais vontade enquanto sentia a humidade escorrer entre as minhas pernas. Parei e como sou egoísta, me sentei bem e comecei a masturbar-me sem deixar de olhar para ele, nesse instante notei que ele estava cada vez mais excitado e cheio de desejo.

Minutos depois ele me fez parar, obrigando-o a beijar dizendo o quanto eu não prestava.
- “ Vamos para um hotel, agora!” disse.
- “ Não íamos dar apenas um passeio amor?” perguntei sorrindo
- “ Íamos, disseste bem... provocaste? Agora aguenta.” Disse enquanto fazia uma manobra com o carro dirigindo-se a um hotel.
Era apenas o começo de uma noite de loucuras...

4 comentários:

Anónimo disse...

já te passou pela cabeça q um marido n deve ser karma?

:)

Diva disse...

Su
sim...
Bjs meus

L.S. Alves disse...

Escreves bem as coisas. Fica algo assim entre o real e o imaginário. E agora em que acreditar?

Diva disse...

I.s.alves
isto aconteceu mesmo...para alem da saudade ficou o texto.
bjs meus