25 junho 2008

Cenas...

(...) Entramos no cinema ligeiramente mais cedo que o resto dos espectadores, escolhemos confortavelmente o mesmo lugar de sempre, a famosa fila F, mas depois de um sorriso cumplíce trocado preferimos o canto direito do último lugar da parte de cima do cinema. Pipocas salgadas na mão, água e muita conversa animada faziam-nos companhia enquanto jogavamos banalidades fora sobre o filme que iriamos ver.
Dez minutos depois das luzes se terem apagado descobrimos que o sono começava a chegar, o silêncio chato e a lentidão das cenas me fizeram escorregar mais para baixo da cadeira e perder a vontade de ali estar. Alternativas? Sempre...

Procurei de imediato o rastro do perfume dele, que se deliciava olhando a enorme tela com atenção exagerada. Um pensamento luxurioso me invadiu a mente e transbordou líquido pela pele. Sussurei-lhe ao ouvido palavras que ele entendeu e sem demorar muito olhou-me e mesmo no escuro percebi que ele tinha entendido perfeitamente a minha mensagem. Encostou-se ao meu ouvido e disse: “Tarada”. E sem mais palavreados pegou na minha mão e encaminho-a para o seu sexo. Arrepiei-me e toquei-o bem de leve por cima das jeans. Ele respondeu de imediato, abrindo o zipe. A ansiedade de lhe tocar, alimenta-me a alma. Não exito, esfrego devagar até sentir a única resposta possivel: O teu falo a aumentar dramaticamente de volume e a tua respiração aumentar a cada segundo.

Pego no agora, duro membro e brinco com ele com uma perícia já conhecida por ele, excito-me ao sentir que juntas tua mão e minha e juntos nos sentimos tocando no teu sexo cheio de tanto tesão desflorando cada vez mais perante os movimentos repetitivos da minha mão. A cada minuto minhas entranhas respondem por mim e por ti, refletindo-se descaradamente no humedecer da calcinha branca. “ Deixa-me. Fode-te como gostas” Diz-me ele ao ouvido pressentindo o que me ia na alma. Obediente beijei-o com calor e deixei que ele guiasse a minha mão atá o calor das minhas coxas. “ Tira a calcinha e da-me” disse-me num tom autoritário que sei exatamente quando se manifesta. Fi-lo, de imediato enquanto ele mantinha uma mão na virilidade e outra afagava a calcinha húmida junto as narinas.

Meus dedos pararam de imediato no meu clitóris sedento e escorregadio. Olha-lo excitar-se assim, excitava-me também. Esfreguei-me olhando para ele que se mastrubava ao meu lado. Nossos olhares se cruzavam no meio da escuridão e apenas o brilho latejante do desejo nos mostrava o quanto precisavamos de muito mais. Segundos depois ele fechou o zipe, ainda tentei impedir que o fizesse, mas ele bruscamente tirou-me a mão das calças, pegando-me o rosto com força disse: "Continua. Fode-te, não pares. Quero te ver vires para mim”.

Meus mamilos continuavam presos e doloridos dentro da blusa apertada, enquanto eu continuava a esfregar o clitoris quase que mecanicamente, conhecendo com perfeição os vai e vens dos dedos no botão inchado. Devoro-me com prazer em brasas roubadas, continuo teimosa, quebrando a intensidade do momento com um único desejo de me vir naquele exacto momento. Mordo o tecido da blusa impedindo o grito de fêmea que se desprende da garganta e me deixo inudar de extâse perante o silêncio agudo da sala escura.

Respiro mal no momento em que as luzes se acendem para o intervalo, tapo apressadamente as coxas desnudas e vejo-o olhar fixamente para mim com um sorriso enigmático. Não existe nada a ser falado, contado e nem argumentado. Ele levanta-se e mete sem nenhum cuidado a minha calcinha no bolso. Pega-me na mão ainda húmida e diz-me num tom indecifravél: “ vamos. Os próximos instantes são meus...”

E saimos do cinema com muito mais pressa do que entramos...

11 comentários:

Anónimo disse...

hehe puterosa

Mau Camus disse...

PERFEITO!
No cinema é magnífico!
Bjos, querida


P.S.: Depois te explico sobre a Mulher Melancia. rs

mik@ disse...

dizes bem... grandes cenas.
e nao ha mais comentarios.
bjos

Salve Jorge disse...

Ele nem queria realmente ver o filme. Só não tinha muito o que fazer. Escolheu aquele sem apreço, entrou na sala e sentou-se. Precisava se distrair.. sentou-se ali ao fundo, de onde teria boa visão, muito embora não se importasse realmente com isso. Via entrar as pessoas que chegaram depois. Umc asal chamou-lhe a atenção. O homem era másculo, bonito e sério.. daquele tipo que excita as mulheres com seus queixos quadrados.. mas a mulher.. era negra, como um universo a ser singrado.. e cada passo dela parecia um carnaval.. uma dança excitante.. era como se ela fosse a própria fonte da luxúria.. e isso prendeu os olhso dele a ela. Viu onde se sentaram, para depois mudarem para um lugar que lhe era mais próximo e isso o deixou feliz..
Quando o filme começou, ele ainda olhava a nuca da mulher, que trocava cochichos com o acompanhante.. viu-a afundar na poltrona desanimadamente, enquanto o rapaz parecia gostar do que via.. ela então aproximou-se e cochichou algo.. algo que fez o sujeito perder toda a atenção e cochichar algo com um largo sorriso.. e ele sem perceber, sorriu também...
Não escutou o abrir das calças, mas percebeu os olhares dela para o colo dele, o leve tremular do ombro esquerda.. o conforto com que o homem afundara.. viu que ele unira a mão dele a dela e logo ela também se abriu ao prazer..
Ficou dali a imaginar a rigidez daquelas coxas morenas.. grossas.. sonhou correr os dentes pelo seu interior rumo a uma vagina molhada e oriçada.. desejosa de ser sorvida e deliciada.. ficou ofegante e passou a mão por cima do próprio membro já rijo desde que avistara aquele carnaval...
Percebeu que ela entregara algo ao rapaz.. talvez a calcinha.. invejou-o profundamente.. percebeu que os dois aceleravam os movimentos, assim como ficavam descuidados.. ninguem percebia.. apenas ele, aprisionado pela deusa ali à frente.. deusa do prazer..
QUando deu-se o intervalo, viu-os levantarem apressados.. desistiu do filme, esperou apena sum pouco e foi atrás deles.. tinha achado algo para assistir e não custava tentar...

Só Eu disse...

Intenso, bonito, sensual e acima de tudo, muito bem escrito.
Mais um belissimo texto.
Parabens (acho que vou passar a ir mais vezes ao cinema...)

A]\/[®r@_D®c& disse...

altamente...
so espero o post
a dizer o k aconteceu a seguir....

bjuxx sabor de amora

Josadac Santos disse...

Diva

Já ocorreu comigo isso que vc descreve, e mais... ela fez sexo oral em mim. E era uma garota desconhecida, que sentei-me ao lado por mero acaso. Foi gostoso demais... inesquecível!!!

Anja Rakas disse...

Salve Jorge
Adorei hahahaha...
Espectador ávido.

Minha querida, que eloquência...pões-me assim, um tanto quanto incomodada com tamanha (in)discrição...incomodo que adoro, que me tira a timidez toda.
Humm..as coisas que escreves são...sapitnhos que habitam dentro de mim, que as vezes saem muito devagar...devagarinho.
Hoje sonhei com caracóis, sonhei com areia da praia, sonhei com a felicidade.

Um bj doce pra ti.

Kapikua disse...

grande filme...

Anónimo disse...

Louca,
mas afinal qual era o filme? lembras-te por acaso?

♀ Venus disse...

Damn!!!
As vozes de comando foram decididas: "Fode-te! Deixa-me! Tira a calcinha!" Que loucura sexual.
Tou completamente "afectada" fisicamente por esses texto.
Grande texto, muito bem escrito.

Beijus Diva