02 junho 2008

Impulsos

Porque o anoitecer é apenas mais um pedaço dela, a insonia prolongou-se mais do que previa. Transitou o desassosssego e entre a escrita e o volante preferiu a segunda opção. O fumo do cigarro pouco usual misturava-se ao perfume da inquietude da alma. Esvasiou-se dos cenários inperfeitos e conduziu rumo ao descontrole.
Não determinou o caminho, jogou o dado na roleta e avançou segura de que continuava a atravessar todos os imponentes sinais vermelhos dos entroncamentos e estradas vazias.
O vento, entrava pela janela aberta sem pedir licença. Arrepiava cruzando o som da música alta. Sem pensar parou bruscamente em frente de todos os instantes adiados.
Olhou para o hotel iluminado, exatamente quando já passavam dez para a meia-noite. Transpirava ansiedade. Dez minutos depois atirou a beata para o chão e trancou o carro. Deixou o coração explodir na palma da mão e caminhou confiante.
Quarto 708 foi então um destino acontecido...

4 comentários:

Anja Rakas disse...

Caminhou confiante no seu destino, deu a volta em frente a porta, desligou o seu motor cerebral, esticou a mão, pegou na fechadura e sentiu...sentiu-lhe no ferro. Seu corpo respondeu..."vai...abre e vai".
A sua alma é meu corpo receptor...toca-me ali...toca-me aqui...toca-me em tudo impossível.

E...foi!

Bjs

intimidades disse...

adoro render-me a impulsos

NAELA disse...

Quarto 708, dois seres que se perdem, que se escondem do mundo, deixando a impulsividade dar conta do momento!
Beijo linda

Só Eu disse...

Tanta sensualidade e tão bonita.
Afinal é facil falar quente!!
Parabens