29 setembro 2008

Urgencias

Pega na língua e a cola na raiz do feminino dela, nas coxas seu hálito quente queima a pele. Dedos ousados lhes assaltam a alma, fazendo da gruta de prazer, um ninho de pecados por confessar. O desejo se confirma, a razão se desmancha em aroma de pecado liquefeito… A inocência ganha febre.

Na sinuosidade da pele deles mora a luxúria e o arrepio. A dança do desvario ultrapassa a roupa e o ardor do íntimo desliza quente pelos véus da espera. Tocam-se e das entranhas se desprendem gemidos e sussurros esfomeados de alucinações nada comuns. Ela o engole repleta de chamas. Ele se entrega coberto de cinzas virgens. Devora-se a humidade até ao cume do mundo onde a cor da emoção é rubra.

No eco dos beijos húmidos, o olhar intenso mergulha na fome da língua e se crava no âmago de todas as periferias da volúpia incandescente daqueles dois corpos profanos. Inebriam-se nos desígnios de um naufrágio tão imediato que o tempo não sabe contar. O ritmo comanda a vertigem e num galope sem destino o prazer lhes comanda a vida.

Fodem.

14 comentários:

X!mb!t@nE disse...

SOS! Ambulanciaaaaaaa

em azul disse...

Sim... a palavra existe como o acto!

~pi disse...

dizer ( O facto :)





~

L.S. Alves disse...

Muito bom mesmo. Fazia tempo que eu não lia nada assim.
Beijos moça.

NAELA disse...

Wowwww! Fantastico;)
Beijo linda

Sonhos e Devaneios disse...

nada resume melhor este poema que a ultima palavra......perfeito...

beijos joao

Three Love´s disse...

Uhhhhh...

que delícia!

bjos

Pankekinha disse...

Tu qd queres consegues e ainda no domingo tavas de ressaca???
tavas masé com historias ohhh stôra hehehehe
bah!

NM disse...

... e necessidades!
Muito boa escrita. Os meus parabéns.NM
http://prazeroculto.blogspot.com

Joseph disse...

AVID
Olá

É disto que o meu povo gosta!...

Adoro ler estes textos teus. São duma sensualidade e erotismo que nos sentimos participantes do jogo voluptuosamente descrito.

"O ritmo comanda a vertigem..."

Pois!

Beijos meus para ti.

Salve Jorge disse...

Naquele encontro
O confronto
Entre a dama
Da instigante chama
E o cavalheiro
Com seu ar faceiro
Desejoso do calor derradeiro
Que ela proclama
E seguindo cada ponto
Correndo rente a mão
Levitou-a do chão
Daquele perfume já tonto
Mordiscando-a em profusão
Enquanto ela cravando as unhas
Nas idéias que ele compunha
Rebolativa
Delirava
Sorvia toda a saliva
Que ele consagrava
Enquanto ela arfava
E ele a devorava
Viva...

mitro disse...

Está muito bem escrito.

Bolas!

Bia disse...

Perfeitooooo !!
Adorei ler...

miminhos... atrevidos!

janelasdavida disse...

Hummm! Quanta sensualidade! Adorei! Bjs