18 janeiro 2010

Caminhos

Rebento a corrente da demência e da redoma do êxtase selecciono as melhores palavras do curto vocabulário do prazer, para tentar pintar na escrita tudo aquilo que neste instante me faz gritar em vão como espectadora de um filme velho, mudo e sem cor tentando fazer versos para libertar o ultimo sopro de respiração que me sobra. Só o desalinho desta vontade me baloiça a distração de saber que apenas desta forma te tenho em mim... A escrever e a fuder.

Nessa recorrência habitual, abro uma brecha entre as margens das coxas e num improviso sem laços e sem abraços me entrego ao ritmo das vogais que se introduzem pelos meus dedos e fazem das entrelinhas do meu sexo um vértice que bebe cada gemido letrado e sem inocência nenhuma se deixa escorrer numa humidade com raiz no pecado. Preencho-me de silêncio e suor. Nenhuma poesia me contém. A muito que me habituei que só chego a ti assim... A escrever e a fuder.

5 comentários:

Kleiton - Simplesmente Ser disse...

Um caminho delicioso que a cada curva uma nova sensação.

lindas pralavras]

bjs

Pearl disse...

Sempre tão eloquente!!!

:o)))***

Kapikua disse...

eu acho que como me deixas te fodia mesmo desde aqui! :)

Beijo

O Profeta disse...

O troar do trovão, esta incessante chuva
As estrelas choram todas as mágoas na terra
Onde param os Anjos, porque não nos acodem os Santos
O mal e o bem porfiam esta eterna guerra

As casas do sul ruiram todas
Tal como a esperança desesperada
Toquei no rosto de uma criança triste
Senti uma paz surgir do nada


Mágico beijo

Anónimo disse...

ó chingunga não é "arrebenta". é rebenta... revê a pontuação...

bj