15 janeiro 2011

Temporariamente

Mente. Qual irreverente. No verso quase acabado, no calor de quase 40º, na chuva que respira ansiosa, no caos estampado, suavemente, no fim do poema...instalas-te. Aqui. No inevitável abismo da escrita. No timbre de cada letra, a melodia de um conto dos nossos desencontros. Nossa paixão não passa de uma fábula alimentada por nós. Infiéis. Um veredicto oposto, agora, seria venire contra factum proprium. Assumo.
Assim, como se assina um acordo irónico de responsabilidade pessoal, me divorcio de ti. Viro a página mas, não lacro o livro.

3 comentários:

Kapikua disse...

foda-se....

que vai ser de mim sem ti?

beijo, louca!

Manuel Rosa disse...

Gostei do conteúdo do blog.

Kanino disse...

Obrigado por voltares a escrever. Fiquei com medo q tivesses sido afectada pelo sindroma do Kanino (preguiça de escrever)