01 agosto 2007

Desejo: Cena III

“ (...) Nesta distância transponivel, o que me sobram são palavras que teimam em não fazer nascer um poema. Queria oferecer-te um poema como tantos que me entregaste... não consigo. Desejo-te. Apenas o toque, o aroma, o arrepio... se fazem teus neste momento. Esses sim, embrulho-os em sedas desconhecidas e ofereco-te. Estou perdida nesse estranho querer, mas confesso que a vontade de me encontrar não é nenhuma. Procuro no muro da tua ausência o sabor da tua pele, o gosto da tua boca e a delicadeza das tuas mãos.
Inutilmente tento prosear. Não consigo. Os paragrafos somem ao mais pequeno aperto de coxas, na húmidade que já conheço, as frases que se perderam encontram o caminho, não da escrita mas da loucura que me assombra de forma deliciosa. Desejo-te.
Como pôr em palavras aquilo que só o meu corpo saberá te explicar? Quem sabe um dia me ensines a namorar em poema...”

11 comentários:

daniel sant'iago disse...

Não há ensinar...
Basta (a)prender.
Beijo

Lobo Solitário disse...

Eheheh, gostei, sim senhor. Mas, claro, tenho reparo: atenção à "húmidade"...´

Beijinho.

Dawa disse...

Ando a adorar estas cenas de desejo!
Gostei mto da II. ;)
Beijinhos, linda!

Bruno disse...

Acho tão bom perder-me aqui nesses textos, Diva... Eles ajudam na difícil missão de entender esse universo feminino tão misterioso, tão intenso.

Beijos

O Sonhador disse...

Querida amiga cada vez está melhor...


Obrigado pela ternura do teu comentário

Valentim disse...

Gatinha, quer namorar comigo?

mitro disse...

...e contudo, fizeste um poema!

A.S. disse...

TU...és o Poema!..


Beijo-teeee

un dress disse...

são linguagens diferentes e nenhuma pode substituir a outra...:)




beijO

Diva disse...

E... o show continua.
Bjs meus

Vity disse...

Ola...

Poesia são palavras escritas com emoção ... com paixão...
Poesia és tu ... e o teu maravilhoso sentir que nos transmite muita emoção...

Beijo
Vity